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Sindicato dos Bancários promove seminário em memória às vítimas de acidentes do trabalho

Em alusão ao Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, 28 de abril, o Sindicato dos Bancários de Brasília promoverá no dia 9 de maio o Seminário Desestruturação do Trabalho, Assédio Moral e Suicídio. O evento será realizado das 14h às 18h, na sede da entidade, e contará com a participação dos delegados e delegadas sindicais. Haverá transmissão ao vivo pela página do Sindicato no Facebook.

Entre os objetivos do seminário, estão a apresentação e debate de perspectivas históricas e sociais, além das experiências sindicais e acadêmicas sobre as mudanças no mundo do trabalho. Também serão discutidos os modelos de gestão da atualidade e as novas patologias do trabalho.

O encontro é organizado, conjuntamente, pela professora e coordenadora acadêmica do Grupo de Estudos e Práticas em Clínica, Trabalho e Saúde (Gepsat), Ana Magnólia Mendes, e Fernanda Duarte, responsável pelo serviço de pesquisa e psicologia no Sindicato.

Consequências da desestruturação do trabalho, o assédio moral e o suicídio receberam atenção especial neste debate. Confira a programação do Seminário:

14h às 14h15 – abertura

14h15 às 14h45 – panorama histórico do assédio moral e saúde mental no trabalho bancário

14h45 às 15h45 – patologia da indiferença e trabalho morto: a questão do suicídio no trabalho (Prof. Drª Ana Magnólia Mendes, UnB)

15h45 às 16h – intervalo

16h às 18h – roda de conversa

Sobre o 28 de abril

No Brasil, o dia 28 de abril é o motivo da realização de mobilizações, atividades, seminários, denúncias e reflexões em torno dos problemas que envolvem os acidentes, as doenças e o mundo do trabalho.

De acordo com os dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança e do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho, e pela Organização Internacional do Trabalho, os números de comunicados de acidentes de trabalho no Brasil caíram pela metade em 2017 na comparação com 2016.

Para o secretário de saúde da Federação dos Bancários do Centro Norte (Fetec-CUT/CN), Wadson Boaventura, o direito universal à saúde está sendo violentamente desrespeitado e é preciso discutir sempre como o assédio moral afeta a vida dos trabalhadores.

“Além da conspiração do governo com os planos de saúde privados para acabar o SUS, o governo vem baixando normas, por meio do INSS, que dificultam o acesso dos trabalhadores adoecidos e vulneráveis aos benefícios de afastamento para o tratamento e recuperação de sua saúde”, destaca Wadson.

Recentemente, o INSS celebrou um acordo com o representante patronal dos bancos, a Febraban. O trato prevê a delegação de responsabilidade pela reabilitação dos trabalhadores que retornam ao trabalho aos empregadores, à revelia da participação dos representantes dos trabalhadores, descumprindo a convenção da OIT e demais normas.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Brasília

 

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