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Wasny questiona redução de R$ 60 milhões em manutenção do Metrô entre 2015 e 2017

A reunião pública realizada no plenário da Câmara Legislativa nesta quarta-feira (7), para discutir a situação dos metroviários no Distrito Federal, foi marcada por reivindicações por melhores condições de trabalho e pela cobrança do cumprimento do cronograma de nomeações dos aprovados no último concurso da empresa. Na ocasião, o deputado Wasny de Roure (PT) apresentou um levantamento dos investimentos e das despesas do Metrô de 2013 a 2017. Os dados revelam que, entre 2015 e o último exercício financeiro, as despesas com manutenção caíram de R$ 180 milhões para R$ 120 mi: uma redução de R$ 60 milhões.

“O enclave do problema orçamentário reflete na realidade do Metrô”, resumiu o distrital. Os números apresentados pelo parlamentar demonstram, ainda, que a receita da empresa variou pouco entre 2013 e 2017, tendo sido de R$ 329 milhões no primeiro ano considerado e ficando em R$ 333 mi no último período. Assim como as despesas com manutenção, a participação do Tesouro na companhia também foi reduzida no recorte temporal em questão: passou de R$ 207 milhões em 2013 para R$ 173 mi em 2017, revelando, segundo Wasny, “uma decisão política do governo”.

Os números apontados no estudo coincidem, de certa forma, com as queixas dos metroviários. “É difícil trabalhar sem condições. Quem dá obrigações deve dar os meios para cumpri-las”, enfatizou o agente de segurança do Metrô/DF Alexandre Amaral após descrever um cenário de muitas carências: faltam viaturas e veículos para atendimento de emergências ocorridas nas estações, falta pessoal, faltam equipamentos adequados para segurança e faltam até carteiras funcionais.

De acordo com Amaral, não são raras as ocorrências de tráfico de drogas e outras infrações nas estações e passagens do Metrô, e os agentes dispõem apenas de bastões tonfa caso precisem intervir. “O bastão é muito mais lesivo que uma taser, por exemplo, pois pode causar danos permanentes”, argumentou. Ele ainda apontou que mesmo os uniformes dos agentes de segurança foram pagos com recursos dos próprios trabalhadores.

A fragilidade na segurança do Metrô também foi destacada pela deputada Celina Leão (PPS), que lembrou os atos de vandalismo nas estações e trens ocorridos durante o último Carnaval, por falta de efetivo. Assim como outros participantes da reunião pública, a distrital lamentou ainda o sucateamento da empresa e a falta de investimentos e manutenção. “A gota d’água disso foi o descarrilamento de trem no final de fevereiro”, destacou Celina.

Por Denise Caputo
Foto: Carlos Gandra
Comunicação Social – Câmara Legislativa

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